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História

Sacerdotisa da Lua

O parto de Poema, representou o parto de tudo o que hoje transbordo, foi por nós que comecei a produzir as minhas primeiras alquimias. Anunciada no dia 2 de fevereiro de 2015, foi através dela que portais foram abertos, a minha missão escancarada. Servir, requer servir a si antes, tomar consciência da Terra sob os nossos pés, que a tudo faz brotar. Tudo o que falo, falo de um lugar que vivi, das vezes que escapei da morte, da agressão, da submissão, da subversão. E das tantas outras vezes que me rendi à morte, e me vi renascida. Falo dos fragmentos que juntei em águas lamacentas e puerperis. Do lodo e dos estilhaços do coração. Falar sobre as águas, é falar de um lugar muito de dentro, é de onde me vejo refletida em espelhos muito honestos de quem sou. Com todas as emoções, sentimentos, sensações e desejos que me perpassam. Profundo. Finalizar 2022 com o Perfume Oceânica, ingressando em um novo ciclo gregoriano regido pela Lua, me fez reavivar todos os propósitos mais íntimos deste trabalho, com coração aberto e muita devoção pelas águas que me conduziram até aqui. Poema traz poesia pra vida, e a força de mãe-mulher-bicho pra seguir. Com ela me vulnerabilizo, me esquivo, me acho. Contorço e retorço. Cavuco até as raizes. Me vejo e contemplo esse maternar tão profundo, que deságua. Revejo as feridas, mergulho fundo. Vejo o impacto cotidiano da simplicidade do cuidar. E também de tornar-me mãe de mim. Cresço com ela. Eu por ela, ela por mim. Família. E aqui transbordo, tudo o que sou. Tudo o que tenho. Continuar com coragem e coração aberto apesar de todos os pesares da missão de tornar-se humana, é digno de louvação. E aqui bendigo esse caminho de abertura e conexão oceânica, que me acompanha e tanto me ampara. Deixe que as águas movimentem, passem, limpem, ganhem fluxo. Tudo é impermanente. E sabemos pouco sobre o que as correntezas podem revelar. Muito vai doer, pra desaguar e tornar-se pérola. Mas vai. Vai brilhar, e nos convocar constantemente à retomada do nosso poder. Onde podemos criar narrativas mais coerentes, perfumadas e amorosas. Que o Manto Azul cubra, guie e proteja a todes nós!

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Sacerdócio

O sacerdócio é um processo de devoção visceral às memórias de nossos próprios corpos, das jornadas que eles trilharam e das Deusas que nos conduziram. O convite ao sacerdócio não é meu, ou pertencente a qualquer outra pessoa ou dogma, trata-se de uma jornada iniciática que vibra dentro de cada uma de nós de forma única e potente. Por aqui, o meu caminho se traduziu no Herbalismo Sacerdotal a partir do chamado da natureza de me reconectar e transbordar esses saberes. Prover cuidados para o corpo de forma que toquem a alma, é uma forma de alquimizar o contato com a nossa essência, proporcionando a integração de tudo o que somos. Divinas e humanas, sagradas e profanas. Num ciclo de cuidado profundo que se interioriza, ramifica, e potencializa a expressão genuína de quem somos. Essa é a essência transcrita em cada molécula dos produtos alquímicos que as tocam, e em cada palavra aqui bendita. Conecte-se, com amor e devoção. Desperte a Sacerdotisa que há em ti!

Casa Sacerdotisas

"Irá aparecer uma geração de sacerdotisas capazes de entender novamente a linguagem da alma” - Carl Jung

Como uma extensão da egrégora das @sacerdotisasdalua, a Casa Sacerdotisas nasce da necessidade da cocriação de um lugar no tempo-espaço para a nutrição do despertar do Feminino Selvagem - que habita todos os seres, com o propósito de viabilizar uma escola de ensinos senadores que contemplam o autoconhecimento. Crescemos ouvindo histórias de padres, sacerdotes, bispos e todo o tipo de autoridade espiritual, porém já passou da hora de questionarmos a ausência do feminino neste espaço, em equidade de papéis e mesma proporção de importância. A Sacerdotisa não é iluminada, ela é real, compreende a sua inteireza, não nega as próprias sombras e caminha plena diante dos mistérios da Grande Mãe. Tudo isso foi, e é, considerado uma afronta aos contornos ilusórios e patriarcais da civilidade. A memória da mulher livre, em conexão com a sua intuição e instinto, foi semente enterrada no submundo, fertilizada por suas próprias cinzas, e hoje germina e floresce em comunhão com cada sacerdotisa que se ergue!

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